24 de setembro de 2009

Iluminismo para a África

Fora o problema dos albinos africanos esquecemos de outros problemas da África relacionada à religião, crenças e cultura inútil: Circuncisão, prisões de animais (!), genocídio étnico, etc.
Crenças e religiões são problemas geradores de todo tipo de atrocidade. São os piores problemas dos países em desenvolvimento onde o índice de religiosidade são altíssimos. Lugares como os países da África Subsaariana precisam urgente de um Novo Iluminismo pregado por Christopher Hitchens. O Iluminismo ajudou a derrubar a Inquisição. Falta o Novo Iluminismo acabar com as atrocidades provocada pelas crenças estúpidas, retardadas, cruéis e inúteis que atrasam ainda mais o sofrido povo africano. O povo africano não precisam de Jesus nem Maomé (os dois têm sido uns dos principais responsáveis por isso, vide a Nigéria...). Talvez Kant, Voltaire, Diderot, Hume, Nietzsche... que tal ensiná-los a ler filosofia e ciências? Quem precisa de uma merda de Bíblia ou um Corão? Posso doar meus Saramagos e Nietzsches da vida. Mas como eles irão ler.
Iluminismo. O Novo Iluminismo é a solução. Daí o progresso será consequência.

Albinos Africanos

Muitos falam em ajudar a África doando dinheiro e comida, mas poucos se mexem para ajudar a África com o que ela mais precisa: educação. O continente africano é um caldeirão de crenças estúpidas e cultura inútil. As crenças supersticiosas, gerada pela total falta de instrução e educação em um continente de maioria analfabeta, beira o nível máximo de estupidez ocasionando assassinatos, torturas, genocídios e outras barbáries.
É o caso dos albinos africanos. Eles são vítimas de assassinatos e mutilações devido a crença de que partes dos seus corpos podem dar origem a poções afrodisíacas e que dão sorte no amor e no dinheiro. Supostos feiticeiros pagam caro por pedaços ou partes dos corpos. Abaixo o link da notícia que me revoltou:



20 de setembro de 2009

Ator Will Smith doa US$ 70 mil para a Cientologia

Não nego que admiro o Will Smith como ator e até mesmo pessoa. É simpático, bem-humorado e divertido. Mas doar dinheiro para a Cientologia, uma seita fundada por um escritor de ficção científica fracassado, é abominável, lamentável. É óbvio que o dinheiro é dele e ele faz dele o que bem entender. Mas o Will Smith deveria refletir se a ação que ele praticou vai fazer trazer alguém que não faz parte da seita e como a seita usará o dinheiro, se a seita não o usará apenas para sustentar os seus templos milionários.
Não acredito que a Cientologia, assim como qualquer outra seita, mereça algum centavo pelo trabalho de manipulação e lavagem cerebral que eles praticam. Obviamente o Will Smith não poderia usar o seu dinheiro de maneira pior. Em 2007 ele já tinha doado US$ 122 mil para grupos ligados a seita. Bem pelo menos ele não fez o absurdo que o Kaká fez de doar 200 mil euros à Igreja Apostólica Renascer em Cristo. A cabeça desses personagens só servem para as suas respectivas profissões.

Acordo do Brasil e Vaticano


Tão inútil quanto um implante de apêndice. Está certo que sou também contra a um estado laico, porque sou contra a todo tipo de estado. O Vaticano, com seu poder manipulador sobre os ingênuos, terá uma enorme vantagem em aumentar o seu poder, que é grande porém decadente.
O Brasil apenas está dando um passo para trás com tal acordo. O acordo não aponta uma única vantagem a população. Nem mesmo para os católicos. O Vaticano fez o acordo apenas para o seu benefício para poder meter ainda mais o seu dedo imundo na já imunda legislação brasileira e minar de vez a promessa do pateta Presidente Lula em transformar o Brasil em um estado laico - coisa que nunca foi - e fazê-lo caminhar para um estado teocrático. Qualquer pessoa sensata recusaria um acordo desses, mas como o Brasil tem um semi-analfabeto na presidência não me surpreende nem um pouco o fato dele ter aceitado esse lixo. O Lula, católico devoto e que reconhece essa máfia (Vaticano) como um "estado soberano", teve uma origem humilde e sempre defende a igualdade, mas como qualquer pessoa de pouco estudo e razão, como qualquer pessoa da massa, se deixou enganar pelos experientes membros da Santa Sé. Lamento muito o fato do mundo ainda dar ouvidos a Igreja Católica, a maior máfia do mundo.

19 de setembro de 2009

Novo blog

Para quem lê o meu blog peço desculpas por não ter conseguido mantê-lo atualizado. Primeiro porque tive a Internet cortada e segundo por falta de inspiração mesmo. Para compensar um pouco e para escrever sobre outros assuntos criei recentemente um outro blog para escrever sobre um pouquinho de tudo.


Podem ler e comentar a vontade. Agradeço a compreensão.

16 de julho de 2009

Deus e a Moral

Depois de escrever sobre o sentido da vida, agora escreverei sobre a moral.
Antes de mais nada o que é moral: ética, bons costumes, etc... Procure em qualquer dicionário que essas palavras estarão lá. Os religiosos inegavelmente relacionam ética à crença em um deus. O personagem Smerdiakov no livro Os Irmãos Kamarázov do genial escritor Fiodor Dostoievski apresentou o segundo argumento para acreditar em Deus: "Se Deus não existe o pecado também não existe. Tudo é permitido." Assustador, não? Típico argumento apelativo. Vindo de um cristão eu o aconselharia a não pensar muito a respeito. Pois caso perca a crença é bem capaz de perder a moral e começar a praticar bizarrices ou atrocidades. Nenhum cristão responde direito se a SUA moral vem de Deus ou não. Garanto que a MINHA moral vem do meu próprio modo de pensar.
A religião não impõe nenhum tipo de moral cabível no século XXI (Essa religião que me refiro é o Cristianismo, mas pode incluir aí também o Islã e o Judaísmo. Os três são farinha do mesmo saco.) Se ela deu certo foi mais pelo modo manipulador do que a moral em si. Se ela acabou com o canibalismo de aldeias das ilhas do Pacífico, é inegável que ela também acabou com a chance deles evoluírem os seus próprios cérebros e que hoje os impedem de aproveitar melhor a vida ao modo ocidental, como usar preservativo e outros conceptivos. Veja o Continente Africano, por exemplo. Se a Igreja não desencorajassem os africanos de usarem preservativos seria bem provável que lá tivesse bem menos casos de AIDS do que hoje e a África também não estaria caminhando para uma super-população.
É na África inclusive onde ocorre a mais bizarra cerimônia religiosa conhecida: a circuncisão ou mutilação genital. Tanto masculina por parte dos judeus como feminina no Islã. Na África é (muito) mais a feminina. A circuncisão feminina, segundo os que praticam, é um ritual de purificação que impede a possível promiscuidade da mulher. Nesse ritual a pessoa que mutila, geralmente familiares ou até a própria mãe, remove a clítoris com faca, lâmina de barbear, estiletes ou até pedra lascada! Esse tipo de coisa não vejo como um exemplo de moralidade.
Quem nunca foi abordado por mórmons e testemunhas de Jeová que atire a primeira pedra. Os testemunhas de Jeová são exemplos tão ruins quanto os muçulmanos que praticam a circuncisão. Eles preferem se deixarem morrerem ou deixarem até mesmos os próprios filhos morrerem para não fazerem quimioterapia e transfusões de sangue. Na Nigéria como mostrei em um post anterior, na Nigéria pais abandonam, torturam e matam os próprios filhos por acharem que são bruxos ou estão enfeitiçados. Elas sofrem as acusações de pastores evangélicos, que cobram dinheiro para realizarem o serviço de retirar o suposto feitiço da criança.

Não preciso falar muito de massacres, terrorismos e guerras de hoje. A grande maioria por razões religiosas. O que dizer de seitas que induzem seus membros a abrirem mãos de todos os pertences, bens materiais e até propriedades para viverem apenas pela nova vida "espiritual"? O exemplo do Jim Jones e Marshall Applewhite são perfeitos, ainda mais que os dois juntos levaram quase mil pessoas ao suicídio. Sem falar da Opus Dei, uma seita católica com dogmas quase medievais. Por essas e outras a religião não impõe nenhuma moral.

6 de julho de 2009

Sentido da vida

Não é de hoje que questionam os ateus sobre o sentido da vida. Independente da religião o ser humano sempre questionou a razão da sua vida e existência. Mas os religiosos parecem certos que sabem a resposta para uma das perguntas mais famosas da humanidade: qual é o sentido da vida?

Já me perguntaram isso pessoalmente e virtualmente, mas sempre com o complemento "se não acredita em deus?". É quase impossível, confesso, para eu responder essa pergunta sem outra pergunta. "E precisamos de um deus para ter sentido na vida?" Mas respondo essa pergunta com outra pergunta para não perder tempo discutindo. É difícil explicar num bate-papo ou num encontro de rua. Por isso resolvi escrever essa postagem a respeito.

Dividi o sentido da vida em quatro partes: Objetivo, desejo, instinto e genética. A soma dessas partes é o que nos faz querer viver. Vamos analisar.

Objetivo
Em tudo (ou quase tudo) que nós fazemos tem um objetivo pelo menos. Trabalhamos para ganhar o dinheiro suado que usamos para comprar o pão de cada dia, nos divertimos para nos sentirmos bem e estudamos para adquirir conhecimento. Com a vida não é diferente. Há várias metas para atingirmos como uma das razões centrais da nossa vida: casar, ter filhos, se formar, ter uma profissão, um negócio próprio, etc. Isso já é um bela razão para viver. É difícil ter um sentido na vida sem ter um objetivo com o qual se ocupar.

Desejo
É diferente de objetivo. Se você não tiver algo prazeroso para fazer para ocupar as horas vagas sua vida fica mecânica, quase vegetativa. Pode ser praticar esportes, ler, fazer sexo, etc. Qualquer coisa que faça você se sentir bem. Objetivo e desejo têm de andar de mão dadas.

Instinto
Sua vida pode estar um lixo, mas se você ver um carro na sua direção você vai esquivar. Ou seja, em qualquer situação que pode pôr a sua vida em risco você fará o possível para salvá-la. Todos nós temos isso. Esse instinto existem graças a...

Genética
Essa parte é muito bem explicada no livro O Gene Egoísta, do Richard Dawkins. Os seres vivos tendem a passar os melhores genes para geração seguinte e/ou usar as melhores armas para manter a existência da sua espécie. Uma lebre, por exemplo, fisicamente perde feio para o lince em quase todos os requisitos. O único que a lebre leva vantagem é a reprodução, é por isso que elas se reproduzem tanto. Se a lebre se reproduzisse como o lince, provavelmente, a lebre se extinguiria. E se o lince se reproduzisse como a lebre faltaria comida, e isso acarretaria a sua extinção.
Essas pequenas coisas explicam bem o sentido da nossa vida. Já escutei fanáticos falarem (e escreverem) que o sentido da vida para eles é "servir a Deus". Isso é irracional por dois motivos: 1. Ser um servo não nos faz querer viver, não nos motiva a viver. 2. Um ser todo-poderoso não precisa ser servido.
Conclusão: A religião não nos faz viver plenamente e nem nos motiva a isso. Ela nos induz a obedecer dogmas fundamentadas e servir seres que não há evidências de sua existência e só nos faz pensar no pós-morte ou pós-Apocalipse. O que não é evidente também. Viver religiosamente não é viver plenamente.

28 de junho de 2009

Christopher Hitchens Ilustrado

Discurso do famoso debate com Allister McGrath

20 de junho de 2009

deus não é Grande

Fantástico livro que acabei de ler. Christopher Hitchens é, sem, dúvida o melhor argumentador ateísta do mundo atualmente. Nesse livro ele dispara uma verdadeira metralhadora de argumentos racionais contra todo tipo de religião e ideologia religiosa. Abaixo colocarei alguns ótimos trechos do livro:

[...]a crítica mais suave à religião também é a mais radical e devastadora. A religião é criação do homem. Mesmos os homens que a criaram não conseguem concordar sobre os seus profetas ou seus gurus realmente disseram ou fizeram. Muito menos podem esperar nos explicar o "significado" de descobertas e desenvolvimentos posteriores que foram, quando de seu surgimento, obstruídos por suas religiões ou denunciados por elas. E ainda assim os crentes insistem em alegar que sabem. Não apenas sabem, sabem tudo!

Pegando leve, pg 21

O questionamento da fé é a base e a origem de todos os questionamentos, porque é o começo - mas não o fim - de todas as discussões sobre filosofia, ciência, história e natureza humana. Também é o começo - mas de modo algum o fim - de todos os debates sobre a vida boa e a cidade justa. A fé religiosa é, exatamente porque somos criaturas em evolução, não erradicável. Ela nunca morrerá, ou pelo menos não enquanto não superarmos nosso medo da morte, do escuro, do desconhecido e dos outros.

Pegando leve, pg 22-23

Imagine que você pode realizar um feito do qual eu sou incapaz. Imagine, em outras palavras, que você pode criar a imagem de um criador infinitamente bondoso e todo-poderoso, que o concebeu, depois o fez e moldou, colocou no mundo que ele tinha feito para você e agora o supervisiona e cuida de você mesmo quando você está dormindo. Imagine ainda mais: que se você seguir as regras e os mandamentos que ele amarosamente estabeleceu, irá se qualificar para uma eternidade de bem-aventurança e traqülidade. Não digo que invejo a sua crença (pois para mim soa como desejar uma forma horrível de ditadura benevolente e imutável), mas tenho uma pergunta sincera. Por que tal crença não deixa felizes os que nela crêem?

A religião mata, pg 25

[...] a religião não é diferente de racismo. Uma versão dela inspira e provoca a outra.

A religião mata, pg 43

A filosofia começa onde a religião termina, assim como, por analogia, a química começa onde a alquimia acaba e a astronomia assume o lugar da astrologia.

Uma tradição melhor: a resistência do racional, pg 235

A religião não tem mais justificativas. Graças ao telescópio e ao microscópio, ela já não oferece uma explicação que tenha qualquer importância. Se ela um dia foi capaz, por seu completo controle de uma visão do mundo, de impedir o surgimento de rivais, hoje só pode perturbar e retardar - ou tentar reverter - os consideráveis avanços que fizemos.

Para concluir: a necessidade de um novo iluminismo, pg 258

17 de junho de 2009

DNA, RNA, tPNA e a Origem da Vida


A imagem acima é do site Folha Online. Eis que os cientistas norte-americanos coneguiram dar um passo para explicar a origem da vida, um dos maiores mistérios da ciência. Eles criaram um DNA artificial conhecido como tPNA (ácido nucleíco peptídico de tioéster). Essa molécula tem ligações mais fortes que o DNA (ácido desoxirribonucleíco). Segundo a teoria científica da origem da vida o RNA (ácido rubonucleíco) surgiu antes do DNA.
O problema é como explicar a replicação das moléculas sem as enzimas, que são proteínas especiais e ajudam na aceleração das reações químicas. O tPNA pode resolver esse problema de "replicação" por ser mais leve. O problema é que ainda não tiveram sucesso. Tudo bem. A vida demorou milhões de anos para surgir. Só pelo fato de construir um DNA mais simples já é meio caminho andado para desvendar esse mistério.

Resta muito pouco para a "morte do Criador" que nesse momento respira com ajuda de aparelhos. Não nem dizer que esse aparelhos são religiosos fundamentalistas, porque eles não conseguem dar argumentos com bases científicas, e sim, criacionistas que se dizem cientistas. Esses que sustentam no seu "Deus das Lacunas" para preencher as lacunas vazias da ciência. Agora só restará a Origem do Universo para enfiar essa figura quimérica. Mas isso é só até o LHC funcionar...